B3 permitirá entrada de BDRs de empresas brasileiras no Ibovespa em 2027
A B3 anunciou que os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) de empresas brasileiras poderão fazer parte da carteira do Ibovespa a partir do primeiro semestre de 2027. A data exata para o início dessa inclusão ainda será definida e comunicada pela Bolsa de Valores brasileira.
Conversas para modernização do índice
A decisão é resultado de meses de conversas e alinhamentos mantidos pela B3 com agentes do mercado financeiro, com o objetivo de modernizar as diretrizes do indicador mais tradicional do país. Com a nova regra, companhias brasileiras negociadas no exterior, como Nubank, XP e JBS, passam a ter caminho aberto para ingressar na carteira principal da Bolsa.
Exigências e foco em liquidez
Apesar da nova abertura para esses certificados, a B3 ressaltou que a inclusão não ocorrerá de forma automática. O ingresso dos ativos estará estritamente condicionado ao atendimento das regras de elegibilidade do Ibovespa, que são historicamente focadas em métricas de liquidez e volume de negociação. De acordo com a administradora, esses critérios fundamentais não devem passar por alterações.
Dessa forma, os papéis precisarão comprovar liquidez suficiente para garantir uma vaga no índice durante os períodos de rebalanceamento. A definição da data específica no primeiro semestre de 2027 será divulgada no momento oportuno, oferecendo prazo para que investidores e companhias acompanhem a transição.
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